quinta-feira, 12 de outubro de 2023

William Lilly


🔭 O Astrólogo que Desafiou Reis, Céus e Fogueiras


🌒 I. Entre a fumaça da história e a luz dos astros

Em tempos de fake news astrológicas, gurus digitais e previsões embriagadas pelo marketing, poucos nomes surgem como faróis que rasgam a bruma do tempo com integridade. William Lilly, nascido em 1602 e falecido em 1681, é um deles. Mais do que um astrólogo, foi um cronista simbólico da alma inglesa, um herege do pensamento previsível e um tradutor do invisível.

Poucos intelectuais da sua época manipularam com tanta habilidade o verbo, o número e o céu. Numa Inglaterra tensionada por guerras civis, peste, repressão religiosa e fanatismo, Lilly ousou não apenas prever o futuro — mas interpretar o presente com ferramentas que até hoje assustam a razão moderna.

Ele não vendia horóscopos em tabloides. Ele lia a alma dos eventos, com uma bússola feita de símbolos, precisão matemática e — por que não? — de uma mística destemida.


🌕 II. O nascimento de um dissidente do real

Lilly nasceu no vilarejo de Diseworth, em Leicestershire. Filho de um fazendeiro rígido e pobre, teve uma educação comum até os 17 anos, quando foi enviado a Londres como criado de um advogado. A cidade, já fervilhando de ideias entre o racionalismo nascente e o ocultismo sobrevivente do Medievo, o recebeu como um campo fértil.

Lilly vivia entre dois mundos: o jurídico e o oculto, a palavra racional do direito e a lógica arcana da astrologia. Em pouco tempo, mergulhou em livros proibidos, obras latinas de Ptolomeu, os grimórios medievais, e as traduções inglesas das ciências herméticas.

Em 1632, com a saúde debilitada e o bolso ainda magro, decidiu tornar-se astrólogo profissional — um passo ousado para quem vivia num país onde o Parlamento discutia se a astrologia deveria ser criminalizada.


🌟 III. Christian Astrology: A construção de um sistema simbólico

Em 1647, Lilly publicou sua obra-prima: Christian Astrology, uma espécie de enciclopédia filosófico-técnica de 800 páginas, escrita não em latim, mas em inglês popular, acessível ao povo.

Isso, por si só, já era um gesto revolucionário. Ele afirmava que o conhecimento astrológico não deveria ser um segredo clerical, mas um espelho democrático para qualquer alma que soubesse perguntar.

O livro expunha com método e clareza o sistema da astrologia horária:

  • como levantar mapas a partir da hora de uma pergunta,
  • como interpretar os significadores,
  • como avaliar dignidades essenciais,
  • e como captar nuances ocultas através de aspectos aplicativos, separativos, proibições e refranações.

Ele não apenas ensinava como se faz astrologia — mas como se pensa astrologicamente. E isso, até hoje, é um divisor de águas para quem estuda a arte celeste com seriedade.


🔥 IV. O Incêndio de Londres: profeta ou incendiário?

Mas o momento mais controverso de Lilly viria alguns anos depois. Em 1651, ele publicou o panfleto "Monarchy or No Monarchy", recheado de alegorias e imagens simbólicas. Numa delas, aparecia uma cidade em chamas. Quase duas décadas depois, Londres foi consumida pelo fogo em 1666.

As autoridades, desesperadas, buscaram culpados. E Lilly foi convocado a depor. Queriam saber se ele previra o fogo... ou o causara.

Sua resposta: “Li os sinais no céu. O céu falou. Não fui eu quem acendeu a tocha.”

Mas o dano estava feito. Por medo de perseguição, ele se retirou gradualmente da vida pública.


🧿 V. O astrólogo político, o espião do invisível

O que poucos contam é que Lilly também atuava como consultor oculto de políticos e nobres — inclusive durante a Guerra Civil Inglesa (1642–1651). Alguns relatos sugerem que ele fazia mapas astrais de batalhas, analisava conjunções planetárias antes de ações estratégicas e até ajudava a prever traições.

Era considerado um “agente do céu”, alguém que podia decifrar os bastidores de uma guerra através do movimento das estrelas.

A resposta não é simples. Lilly foi tudo isso — e algo mais:
Um personagem arquetípico de uma era em transição entre magia e ciência.


☄️ VI. O legado que atravessa séculos

Lilly morreu em 1681, em relativa obscuridade. Mas deixou um legado que sobreviveu às queimadas do tempo:

  • Inspirou gerações de astrólogos na Inglaterra, Europa e até na astrologia moderna americana.
  • Seu sistema horário é estudado até hoje por escolas sérias de astrologia clássica.
  • Seu livro é reeditado, traduzido, e continua formando astrólogos que buscam precisão, responsabilidade e profundidade.

🧩 VII. Lilly hoje: entre o delírio místico e o ceticismo digital

Vivemos numa época em que a astrologia virou produto — e a busca espiritual virou um algoritmo. Neste cenário, William Lilly permanece como um ponto de resistência. Não um oráculo infalível, mas um modelo de integridade técnica e simbólica.

Ele lembrava que a astrologia é, antes de tudo, uma linguagem da alma. Um idioma que exige não só estudo, mas ética. Não só técnica, mas silêncio interior. Não só previsão... mas escuta.


🪐 O homem que ousou escutar o céu

William Lilly não foi um santo, nem um charlatão. Foi um ser humano complexo que se debruçou sobre a eternidade, tentando traduzi-la com palavras humanas. Seus mapas não eram apenas cálculos — eram retratos espirituais de perguntas urgentes.

Em um tempo em que o sagrado e o profano brigavam dentro das mesmas igrejas, ele optou por consultar o céu. Não como refúgio, mas como campo de batalha.

E ali, entre estrelas e julgamentos, entre números e revelações, escreveu com sua pena o que tantos tentaram apagar com fogo.



quarta-feira, 16 de agosto de 2023

OS SIGNOS E A PEDRA DA GRATIDÃO:


Durante o filme "O Segredo" (The Secret), Lee Brower nos apresentou ao exercício da pedra da gratidão, que também foi mencionado no livro. Essa prática pode ser relacionada aos signos, pois cada signo possui características únicas para expressar gratidão. Por exemplo, os signos de fogo, como Áries, Leão e Sagitário, podem usar sua paixão e entusiasmo para expressar gratidão. Já os signos de terra, como Touro, Virgem e Capricórnio, podem usar sua estabilidade e praticidade para demonstrar gratidão. Cada signo tem uma maneira especial de se conectar com a energia da gratidão e manifestar abundância em suas vidas.

A página em que temos falando sobre a pedra da gratidão está trancrita abaixo:


Acho que todos têm momentos em que dizem: “As coisas não estão dando certo” ou “As coisas vão mal“. Certa vez, quando alguns problemas estavam acontecendo na minha família, achei uma pedrinha, e fiquei sentado com ela na mão. Eu peguei a pedra, guardei-a no bolso e disse: “Sempre que eu segurar esta pedra vou pensar em algo pelo que sou grato“. Assim, toda manhã, quando levanto, pego a pedrinha no armário, guardo ela em meu bolso e penso nas coisas pelas quais sou grato. De noite, o que faço? Esvazio meu bolso e lá está ela novamente.

Eu tive algumas experiências impressionantes com essa ideia. Um sujeito da África do Sul me viu segurando a pedra e perguntou: “O que é isso?“. Eu expliquei, e ele passou a chamá-la de pedra da gratidão. Duas semanas depois, eu recebi um e-mail dele, da África do Sul, dizendo: “Meu filho está morrendo de uma doença rara. É um tipo de hepatite. Você poderia me mandar três pedras da gratidão?” Eram apenas pedras comuns que tinha achado na rua, então disse: “Claro”. Eu tinha de garantir que as pedras fossem muito especiais, então fui ao rio, peguei as pedras certas e as mandei para ele.

Quatro ou cinco meses depois recebi um e-mail dele, dizendo: “Meu filho está melhor, está indo muito bem“. E acrescentou: “Mas você precisa saber de uma coisa. Nós vendemos mais de mil pedras por dez dólares cada como pedras da gratidão, e levantamos todo esse dinheiro para a caridade. Muito obrigado“.

Portanto, é muito importante ter uma “atitude de gratidão”.

– Livro O Segredo, pag. 79



Cada signo tem uma pedra da gratidão associada a ele, baseada em suas características astrológicas. Aqui estão algumas pedras da gratidão populares para cada signo:

- Áries: Pedra de sangue. Use-a para aumentar a coragem e a autoconfiança.

- Touro: Quartzo rosa. Use-o para promover o amor próprio e a autoestima.

- Gêmeos: Ágata. Use-a para melhorar a comunicação e a expressão pessoal.

- Câncer: Pérola. Use-a para promover a sensibilidade emocional e a empatia.

- Leão: Citrino. Use-o para aumentar a autoestima e a criatividade.

- Virgem: Jade. Use-a para promover a cura e a harmonia emocional.

- Libra: Opala. Use-a para promover a paz e a equilibrar as emoções.

- Escorpião: Granada. Use-a para aumentar a paixão e a intensidade emocional.

- Sagitário: Turquesa. Use-a para promover a sabedoria e a expansão pessoal.

- Capricórnio: Ônix. Use-o para promover a disciplina e a perseverança.

- Aquário: Ametista. Use-a para promover a intuição e a compreensão espiritual.

- Peixes: Aquamarina. Use-a para promover a sensibilidade emocional e a compaixão.

Para usar sua pedra da gratidão, coloque-a em um local onde você possa vê-la com frequência, como em sua mesa de trabalho ou em um colar. Quando você olhar para ela, lembre-se de ser grato pelas coisas boas em sua vida e use-a como um lembrete para se concentrar em suas intenções e objetivos pessoais.


domingo, 13 de agosto de 2023

Os signos e o TDAH

Utilizar os signos do zodíaco de maneira divertida e ocupacional no tratamento do TDAH pode trazer benefícios significativos. Ao incorporar elementos simbólicos de cada signo, é possível despertar o interesse e ajudar a adquirir foco.

A diversão proporcionada por essa abordagem auxilia na motivação e no engajamento, elementos essenciais para lidar com os desafios do TDAH. Ao associar atividades a características astrológicas, a pessoa com TDAH pode encontrar uma maneira lúdica de se conectar com o tratamento.

Por exemplo, para um ariano com TDAH, criar uma rotina dinâmica com atividades estimulantes e desafiadoras pode ajudá-lo a direcionar sua energia de forma produtiva. Isso pode envolver esportes, jogos competitivos ou qualquer atividade que desperte seu espírito competitivo.

Para um taurino com TDAH, estabelecer um ambiente calmo e organizado, utilizando técnicas de concentração como aromaterapia, pode ajudá-lo a encontrar o foco necessário. Incorporar elementos sensoriais, como cheiros relaxantes, permite que ele crie um espaço propício para o aprendizado.

Essa abordagem também pode ser adaptada para cada signo do zodíaco, incentivando habilidades específicas em cada um. Por exemplo, para um geminiano com TDAH, utilizar técnicas de aprendizado multimodal, como vídeos interativos e discussões em grupo, pode manter seu interesse e variar as formas de absorver informações.

Ao utilizar os signos como guias simbólicos no tratamento do TDAH, é possível transformar as dificuldades em oportunidades de crescimento e desenvolvimento pessoal. A diversão proporcionada pela abordagem lúdica e ocupacional ajuda a criar um ambiente estimulante, onde a pessoa com TDAH pode se sentir motivada, engajada e capaz de adquirir foco.

No entanto, é importante lembrar que essa abordagem simbólica deve ser complementar a outras estratégias de tratamento, como terapia comportamental, medicamentos (quando indicados) e suporte psicológico. Cada pessoa é única, e encontrar a melhor abordagem para lidar com o TDAH requer uma combinação personalizada de estratégias.

Em resumo, a incorporação dos signos do zodíaco no tratamento do TDAH de maneira divertida e ocupacional pode ser uma forma criativa e estimulante de ajudar na busca pelo foco. Ao utilizar elementos simbólicos de cada signo, é possível despertar o interesse, motivar-se e encontrar novas formas de enfrentar os desafios do TDAH.

AQUI VAMOS COLOCAR CADA SIGNO!

Áries: Implementar uma rotina dinâmica e cheia de atividades estimulantes, como esportes e desafios, para canalizar sua energia de forma produtiva.

Touro: Criar um ambiente calmo e organizado, com espaços de estudo tranquilos e técnicas de concentração, como aromaterapia com essências relaxantes.

Gêmeos: Utilizar técnicas de aprendizado multimodal, como vídeos interativos e discussões em grupo, para manter o interesse e a variedade necessária.

Câncer: Criar um espaço aconchegante para a concentração, com música suave e objetos familiares que tragam conforto emocional.

Leão: Estabelecer metas desafiadoras e recompensas tangíveis, incentivando o orgulho e a motivação pessoal em cada conquista.

Virgem: Utilizar agendas e listas para organizar as tarefas, adotando métodos de estudo estruturados e mantendo um ambiente limpo e livre de distrações.

Libra: Buscar o equilíbrio entre o trabalho e o descanso, estabelecendo horários fixos para as atividades e incorporando práticas de meditação ou ioga para acalmar a mente.

Escorpião: Encontrar atividades que despertem paixão e interesse profundo, permitindo que a curiosidade natural seja canalizada para os estudos ou projetos envolventes.

Sagitário: Explorar técnicas de aprendizado experiencial, como viagens educativas ou estudos ao ar livre, proporcionando liberdade e diversidade para estimular o interesse contínuo.

Capricórnio: Estabelecer metas de longo prazo e criar um plano de estudo estruturado, com recompensas graduais ao atingir cada etapa, incentivando a disciplina e o foco.

Aquário: Incorporar métodos de aprendizado inovadores e tecnológicos, como aplicativos educacionais ou jogos interativos, para estimular a criatividade e a curiosidade.

Peixes: Criar um ambiente tranquilo e inspirador, com elementos da natureza e música suave, permitindo períodos de relaxamento para recarregar a energia mental.

sexta-feira, 21 de julho de 2023

MEDITAÇÃO PLANETÁRIA FOCADA


MEDITAÇÃO PLANETÁRIA FOCADA

Astrologia como protocolo cognitivo de calibração simbólica

A astrologia tradicional nasceu como uma proto-ciência de observação de padrões naturais, situada entre a astronomia antiga, a filosofia natural e a teologia simbólica.
Ela nunca operou como superstição, nem como ciência moderna, mas como um laboratório cultural onde o ser humano observava a relação entre ciclos celestes, clima, matéria, corpo e decisão humana.

O que hoje chamamos de “meditação planetária” deve ser compreendido, nesse contexto, como um exercício cognitivo e simbólico, não como evocação literal de entidades espirituais.


Sobre os chamados “Espíritos Olímpicos”

Na tradição renascentista e medieval — especialmente em textos herméticos, alquímicos e cabalísticos — surgem figuras simbólicas associadas aos sete planetas clássicos.
Essas figuras, posteriormente chamadas de “Espíritos Olímpicos”, não eram compreendidas originalmente como seres independentes, mas como personificações didáticas de funções planetárias.

Elas serviam como ferramentas mnemônicas e pedagógicas, ajudando o praticante a:

  • reconhecer padrões de influência;
  • organizar estados mentais;
  • alinhar intenção, tempo e ação.

Textos como o Picatrix não propõem culto, mas observação ritualizada da natureza, dentro de um paradigma pré-científico.


Correção conceitual essencial

É fundamental substituir a linguagem moderna confusa por termos historicamente coerentes:

  • ❌ “energia planetária”
  • influência planetária

Energia é uma grandeza mensurável da física moderna.
A astrologia clássica trabalha com qualidades, tendências e influências, assim como a meteorologia antiga observava ventos, estações e umidade antes da instrumentação científica.


Riscos não são espirituais — são cognitivos

O principal risco ao lidar com simbolismos planetários não é espiritual, mas psicológico e cognitivo:

  • projeção excessiva;
  • confusão entre símbolo e realidade;
  • perda de critério causal;
  • inflação imaginativa.

Quando a astrologia abandona o protocolo clássico, ela deixa de ser laboratório cultural e vira narrativa subjetiva.


Forma segura e coerente de utilização

A forma segura de trabalhar com simbolismo planetário é interna, racional e estruturada:

  • Clareza de intenção
  • Compreensão histórica do símbolo
  • Uso como ferramenta de foco e disciplina mental
  • Respeito ao livre-arbítrio e às condições materiais

Aqui, “proteção” não é mágica:
é higiene cognitiva.


Planetas como matrizes de padrão

Cada planeta representa uma função estrutural da experiência humana, observada empiricamente ao longo dos séculos:

  • Saturno — limite, tempo, estrutura, maturação
  • Júpiter — expansão, sentido, crescimento
  • Marte — ação, conflito, decisão
  • Sol — identidade, vitalidade, centralidade
  • Vênus — coesão, atração, equilíbrio
  • Mercúrio — mediação, linguagem, cálculo
  • Lua — fluxo, adaptação, resposta emocional

Essas funções não causam eventos por si mesmas.
Elas indicam campos de coerência onde certas ações tendem a funcionar melhor.


Visualização não é “lei da atração”

A chamada “lei da atração” é uma formulação moderna simplificada e imprecisa.
O que existe, de fato, é algo mais antigo e mais rigoroso:

👉 A atenção organiza a ação.
👉 A ação altera a probabilidade dos resultados.

A visualização planetária clássica funciona como:

  • treino de foco;
  • alinhamento temporal;
  • organização da intenção;
  • preparação para a ação concreta.

Nada acontece “porque o universo ouviu”.
As coisas acontecem porque a mente bem estruturada age melhor.


Dias e horas planetárias

Um calendário de calibração cognitiva

As horas planetárias não são portais místicos.
São um ritmo simbólico, usado para sincronizar:

  • intenção
  • tempo
  • gesto

Funcionam como um relógio qualitativo, não como um mecanismo causal oculto.

Usá-las é semelhante a escolher plantar no início da primavera e não no inverno.
Não é magia. É respeito ao ciclo.

Ao fazer a mentalização escolha o dia da semana e depois a hora neste dia regidos pelo planeta que representa a sua intenção:

HORAS PLANETÁRIAS DO DIA:

Domingo - SOL
   - 1ª Hora: Sol
   - 2ª Hora: Vênus
   - 3ª Hora: Mercúrio
   - 4ª Hora: Lua
   - 5ª Hora: Saturno 
   - 6ª Hora: Jupiter 
   - 7ª Hora: Marte
   - 8ª Hora: Sol
   - 9ª Hora: Venus
   - 10ª Hora: Mercúrio 
   - 11ª Hora: Lua 
   - 12ª Hora: Saturno 

Segunda-feira - LUA
   - 1ª Hora: Lua
   - 2ª Hora: Saturno
   - 3ª Hora: Júpiter
   - 4ª Hora: Marte
   - 5ª Hora: Sol 
   - 6ª Hora: Vênus
   - 7ª Hora: Mercúrio 
   - 8ª Hora: Lua
   - 9ª Hora: Saturno
   - 10ª Hora: Júpiter
   - 11ª Hora: Marte
   - 12ª Hora: Sol 

Terça-feira - MARTE 
   - 1ª Hora: Marte
   - 2ª Hora: Sol 
   - 3ª Hora: Vênus
   - 4ª Hora: Mercúrio 
   - 5ª Hora: Lua
   - 6ª Hora: Saturno
   - 7ª Hora: Júpiter
   - 8ª Hora: Marte
   - 9ª Hora: Sol 
   - 10ª Hora: Vênus
   - 11ª Hora: Mercúrio 
   - 12ª Hora: Lua

Quarta-feira - MERCÚRIO 
   - 1ª Hora: Mercúrio
   - 2ª Hora: Lua
   - 3ª Hora: Saturno 
   - 4ª Hora: Júpiter 
   - 5ª Hora: Marte 
   - 6ª Hora: Sol 
   - 7ª Hora: Venus 
   - 8ª Hora: Mercúrio
   - 9ª Hora: Lua
   - 10ª Hora: Saturno 
   - 11ª Hora: Júpiter 
   - 12ª Hora: Marte 

Quinta-feira - JÚPITER 
   - 1ª Hora: Júpiter
   - 2ª Hora: Marte 
   - 3ª Hora: Sol 
   - 4ª Hora: Venus 
   - 5ª Hora: Mercúrio 
   - 6ª Hora: Lua 
   - 7ª Hora: Saturno 
   - 8ª Hora: Júpiter
   - 9ª Hora: Marte 
   - 10ª Hora: Sol 
   - 11ª Hora: Venus 
   - 12ª Hora: Mercúrio 

Sexta-feira - VÊNUS 
   - 1ª Hora: Vênus
   - 2ª Hora: Mercúrio 
   - 3ª Hora: Lua 
   - 4ª Hora: Saturno 
   - 5ª Hora: Jupiter 
   - 6ª Hora: Marte 
   - 7ª Hora: Sol 
   - 8ª Hora: Vênus
   - 9ª Hora: Mercúrio 
   - 10ª Hora: Lua 
   - 11ª Hora: Saturno 
   - 12ª Hora: Jupiter 

Sábado - SATURNO
   - 1ª Hora: Saturno 
   - 2ª Hora: Júpiter 
   - 3ª Hora: Marte 
   - 4ª Hora: Sol 
   - 5ª Hora: Venus 
   - 6ª Hora: Mercúrio 
   - 7ª Hora: Lua 
   - 8ª Hora: Saturno 
   - 9ª Hora: Jupiter 
   - 10ª Hora: Marte 
   - 11ª Hora: Sol 
   - 12ª Hora: Venus 



HORAS PLANETÁRIAS DA NOITE:

Domingo - SOL
   - 1ª Hora: Júpiter
   - 2ª Hora: Marte 
   - 3ª Hora: Sol 
   - 4ª Hora: Venus 
   - 5ª Hora: Mercúrio 
   - 6ª Hora: Lua 
   - 7ª Hora: Saturno 
   - 8ª Hora: Júpiter
   - 9ª Hora: Marte 
   - 10ª Hora: Sol 
   - 11ª Hora: Venus 
   - 12ª Hora: Mercúrio 

Segunda-feira - LUA
   - 1ª Hora: Vênus
   - 2ª Hora: Mercúrio 
   - 3ª Hora: Lua 
   - 4ª Hora: Saturno 
   - 5ª Hora: Jupiter 
   - 6ª Hora: Marte 
   - 7ª Hora: Sol 
   - 8ª Hora: Vênus
   - 9ª Hora: Mercúrio 
   - 10ª Hora: Lua 
   - 11ª Hora: Saturno 
   - 12ª Hora: Jupiter 

Terça-feira - MARTE 
   - 1ª Hora: Saturno 
   - 2ª Hora: Júpiter 
   - 3ª Hora: Marte 
   - 4ª Hora: Sol 
   - 5ª Hora: Venus 
   - 6ª Hora: Mercúrio 
   - 7ª Hora: Lua 
   - 8ª Hora: Saturno 
   - 9ª Hora: Jupiter 
   - 10ª Hora: Marte 
   - 11ª Hora: Sol 
   - 12ª Hora: Venus

Quarta-feira - MERCÚRIO 
   - 1ª Hora: Sol
   - 2ª Hora: Vênus
   - 3ª Hora: Mercúrio
   - 4ª Hora: Lua
   - 5ª Hora: Saturno 
   - 6ª Hora: Jupiter 
   - 7ª Hora: Marte
   - 8ª Hora: Sol
   - 9ª Hora: Venus
   - 10ª Hora: Mercúrio 
   - 11ª Hora: Lua 
   - 12ª Hora: Saturno 

Quinta-feira - JÚPITER 
   - 1ª Hora: Lua
   - 2ª Hora: Saturno
   - 3ª Hora: Júpiter
   - 4ª Hora: Marte
   - 5ª Hora: Sol 
   - 6ª Hora: Vênus
   - 7ª Hora: Mercúrio 
   - 8ª Hora: Lua
   - 9ª Hora: Saturno
   - 10ª Hora: Júpiter
   - 11ª Hora: Marte
   - 12ª Hora: Sol 

Sexta-feira - VÊNUS 
   - 1ª Hora: Marte
   - 2ª Hora: Sol 
   - 3ª Hora: Vênus
   - 4ª Hora: Mercúrio 
   - 5ª Hora: Lua
   - 6ª Hora: Saturno
   - 7ª Hora: Júpiter
   - 8ª Hora: Marte
   - 9ª Hora: Sol 
   - 10ª Hora: Vênus
   - 11ª Hora: Mercúrio 
   - 12ª Hora: Lua 

Sábado - SATURNO 
   - 1ª Hora: Mercúrio
   - 2ª Hora: Lua
   - 3ª Hora: Saturno 
   - 4ª Hora: Júpiter 
   - 5ª Hora: Marte 
   - 6ª Hora: Sol 
   - 7ª Hora: Venus 
   - 8ª Hora: Mercúrio
   - 9ª Hora: Lua
   - 10ª Hora: Saturno 
   - 11ª Hora: Júpiter 
   - 12ª Hora: Marte

   

Proteção mental: leitura clássica

Toda “proteção” descrita deve ser entendida como:

  • autorregulação emocional
  • disciplina da atenção
  • fortalecimento do eixo interno

Respiração, foco, desapego e atenção plena são tecnologias cognitivas, não rituais ocultos.

Na tradição clássica, o verdadeiro círculo de proteção é:

a mente bem ordenada


A astrologia não promete milagres.

Ela oferece lucidez temporal.

Não substitui a ciência moderna.
Mas preserva algo que a ciência não mede:
o ritmo simbólico da experiência humana.

Usada corretamente, ela não aliena.
Ela organiza o pensamento, calibra decisões e devolve o indivíduo ao diálogo com o tempo.

Esse é o verdadeiro sentido da astrologia como máquina do tempo:
não viajar no passado ou no futuro,
mas pensar com consciência dentro do presente.

13º signo chamado Serpentário (Ophiuchus)

 


⛎ O 13º signo chamado Serpentário (Ophiuchus)

🔭 De tempos em tempos, a mídia redescobre um antigo personagem celeste e apresenta como se fosse uma revolução no Zodíaco. A manchete é sempre parecida:

"Seu signo mudou!"

Mas… será que mudou mesmo?


🌠 Ophiuchus sempre esteve no céu

A constelação de Ophiuchus (ou Ofiúco, o Portador da Serpente) sempre esteve lá, entre Escorpião ♏ e Sagitário ♐. Ela é visível no céu noturno entre o final de novembro e a metade de dezembro. Porém, sua existência não muda em nada a estrutura da Astrologia Tropical, que é a base da astrologia ocidental praticada há milênios.


🌍 O que a astrologia tropical realmente considera?

A astrologia tropical não é baseada nas constelações físicas, mas sim nas estações do ano e na relação cíclica da Terra com o Sol.

🌀 A Terra, como um pião, gira em torno de um eixo inclinado em aproximadamente 23,5°. Esse movimento cria as estações. A cada ano, quando o Sol entra em Áries ♈ no equinócio de primavera (no hemisfério norte), o Zodíaco Tropical reinicia seu ciclo.

O céu é dividido em 12 partes iguais de 30°, formando os 12 signos tradicionais. Cada um representa um princípio arquetípico da natureza humana.


🌟 Então, de onde veio essa história do 13º signo?

A NASA, em 2016, fez uma nota explicando que, astronomicamente falando, o Sol realmente passa por 13 constelações ao longo da sua jornada anual pela eclíptica — e Ophiuchus é uma delas.

Essa listagem é astronômica, não astrológica.


📜 Datas com os 13 signos segundo a astronomia (NASA):

Signo Data Astronômica Emoji
♈ Áries 19 de abril – 13 de maio 🔥
♉ Touro 14 de maio – 19 de junho 🌱
♊ Gêmeos 20 de junho – 20 de julho 💨
♋ Câncer 21 de julho – 9 de agosto 🌊
♌ Leão 10 de agosto – 15 de setembro 🔥
♍ Virgem 16 de setembro – 30 de outubro 🌾
♎ Libra 31 de outubro – 22 de novembro 💨
♏ Escorpião 23 de novembro – 29 de novembro 🌊
⛎Ophiuchus 30 de novembro – 17 de dezembro 🐍
♐ Sagitário 18 de dezembro – 18 de janeiro 🔥
♑Capricórnio 19 de janeiro – 15 de fevereiro 🌱
♒ Aquário 16 de fevereiro – 11 de março 💨
♓ Peixes 12 de março – 18 de abril 🌊

🔍 Como se vê, essa divisão é irregular e baseada na duração real da passagem do Sol pelas constelações, segundo a astronomia moderna.


🌞 O Zodíaco Tropical: a roda simbólica da alma

🌀 A astrologia tropical mantém a estrutura de 12 signos iguais de 30°. Essa roda é simbólica, espiritual e sazonal, e não depende das constelações visíveis a olho nu.

🌿 Quando o Sol entra em ♈ Áries, começa a primavera no hemisfério norte. Isso é o ponto zero da astrologia tropical. É um modelo psicológico, espiritual e simbólico. Ele reflete a vivência da alma na Terra, e não a posição exata de estrelas no fundo do céu.


🤯 Conclusão simbólica:

  • 🌌 A constelação Ophiuchus ⛎ existe, mas não faz parte do Zodíaco Tropical, que é baseado na Terra e nas estações.
  • 🌍 A astrologia tropical é um relógio simbólico interno da alma e da natureza humana.
  • 🧭 A astrologia sideral (como a védica) usa as constelações reais, mas também divide o céu em 12 signos, não em 13.
  • 📚 Ofiúco é conhecido desde a antiguidade, mas nunca foi considerado parte da roda dos signos.

🗝️ Palavras finais:

"Não é a constelação que determina seu signo, mas o ponto da jornada da alma no ciclo solar terrestre."

💫 E lembre-se: acrescentar um 13º signo não atualiza a astrologia. Apenas confunde sua linguagem ancestral.


📖 Por: Sidnei Teixeira
"Sou um leitor dos céus e um escutador dos silêncios. Meu ofício é a tradução do sagrado em linguagem simbólica."



O SEU ASCENDENTE

 

O SEU ASCENDENTE

Descubra o seu ascendente!

O ascendente, também conhecido como signo ascendente, representa o signo do zodíaco que estava surgindo no horizonte oriental no momento do nascimento de uma pessoa. Ele desempenha um papel crucial na interpretação do mapa astral, pois influencia a forma como uma pessoa se apresenta ao mundo, sua personalidade externa, sua aparência física e a primeira impressão que ela causa nos outros.


QUEM CRIOU?

O uso do ascendente e das casas astrológicas remonta a tempos antigos e não tem um criador específico ou uma data exata de início.

A astrologia tem uma longa história que atravessa civilizações como os babilônios, egípcios e gregos, que desenvolveram sistemas de observação celestial e atribuíram significados aos padrões que observavam.

O conceito de ascendente e das casas astrológicas evoluiu ao longo do tempo através da observação contínua dos astrólogos sobre como os corpos celestes influenciam diferentes aspectos da vida humana.

Portanto, é impossível determinar uma data precisa ou uma única pessoa responsável pelo desenvolvimento desses conceitos.


SIGNIFICADO DO ASCENDENTE

Enquanto o signo solar mostra em que signo o Sol estava no dia do nascimento, o ascendente mostra o signo que estava nascendo no horizonte.

Pode-se começar a leitura do mapa astral pelo ascendente, o Sol e a Lua. Isso porque são as características que mais se destacam no indivíduo.

  • O ascendente indica nossa aparência física e como as pessoas nos veem.
  • O signo solar representa nossa identidade essencial.

Já que o ascendente mostra como as pessoas nos percebem, não é recomendável se identificar demasiadamente com ele, pois isso pode levar à perda da verdadeira identidade solar.

Agir muito de acordo com o ascendente pode transmitir uma impressão de imaturidade. Focar apenas na sua expressão externa gera excesso de preocupação com a aparência.

Na prática, o ascendente pode ser útil para escolher uma boa vestimenta ou moldar a primeira impressão. Já a expressão da personalidade profunda pertence ao Sol.


OS SISTEMAS DE CASAS

Existem vários sistemas de casas astrológicas, cada um com sua própria abordagem de cálculo.

Aqui estão alguns dos mais conhecidos:

  • Casas Placidus: Criado por Placidus de Titis no século XVII.
  • Casas Koch: Desenvolvido por Walter Koch no século XX.
  • Casas Regiomontanus: Criado por Johannes Müller (1436–1476), mais conhecido como Regiomontanus, no século XV.
  • Casas Campanus: Criado por Campanus de Novara no século XIII.
  • Casas Equal: De origens antigas na astrologia helenística e medieval; popularizado no século XX por astrólogos como Sepharial (Walter Gorn Old).
  • Casas Topocêntricas: Desenvolvido por Wendel Polich e A. Page Nelson no século XX.
  • Casas Alcabitius: Atribuído ao astrólogo árabe Alcabitius, possivelmente entre os séculos IX e X.

Cada sistema tem suas vantagens e é escolhido pelos astrólogos de acordo com suas preferências e interpretações.


OS TÍTULOS DAS DOZE CASAS

Os títulos tradicionais das doze casas astrológicas têm suas origens na astrologia helenística, que surgiu no mundo greco-romano entre o final do período helenístico (século II a.C.) e o início da era cristã (século II d.C.).

A astrologia helenística combinava influências da astrologia babilônica, egípcia e grega, sendo desenvolvida por astrólogos do Mediterrâneo que estruturaram o saber celeste em bases que ecoam até hoje.


Contexto Histórico

  • Astrologia Babilônica: já utilizava um sistema de casas, embora de forma não sistematizada. O céu era dividido em seções e os presságios eram interpretados a partir das posições planetárias.

  • Influências Egípcias: os egípcios introduziram o sistema decânico (divisão do zodíaco em grupos de 10 graus), que influenciou diretamente a estruturação das casas na tradição helenística.

  • Contribuição Grega: astrônomos e astrólogos gregos, como Hiparco e Ptolomeu, sistematizaram e deram base teórica à astrologia.
    A Tetrabiblos de Ptolomeu tornou-se uma obra fundamental, codificando princípios que moldaram toda a astrologia ocidental posterior.


Estruturação das Casas

Os títulos das casas refletem as associações simbólicas que os astrólogos helenísticos atribuíram a cada parte do céu, relacionando-as a aspectos fundamentais da vida humana:

  • Casa I: a vida, o corpo, a identidade.
  • Casa II: bens, posses e recursos.
  • Casa III: irmãos, vizinhos, comunicações.
  • Casa IV: o lar, as raízes, os pais.
  • Casa V: prazeres, filhos, criatividade.
  • Casa VI: doenças, servidão, esforços diários.
  • Casa VII: o casamento, parcerias, inimigos declarados.
  • Casa VIII: a morte, heranças, transformações.
  • Casa IX: viagens longas, religião, filosofia.
  • Casa X: a carreira, o status, a glória.
  • Casa XI: amizades, esperanças, protetores.
  • Casa XII: inimigos ocultos, prisões, espiritualidade.

Esses títulos foram preservados e reinterpretados na Idade Média e no Renascimento, chegando até a astrologia moderna como uma herança de quase dois milênios de tradição simbólica.


ORIGEM DOS TÍTULOS DAS CASAS

Os títulos das doze casas astrológicas nasceram no seio da astrologia helenística, com forte base na filosofia e no simbolismo grego. Cada casa foi associada a deuses, forças cósmicas ou pontos celestes, construindo um alicerce de significados que permanece vivo até hoje.


1ª Casa — Horoskopos (Casa da Vida)

Denota o início da vida e a identidade pessoal, sendo a casa do Ascendente. Representa o nascimento, o corpo e a maneira como o ser se projeta no mundo.


2ª Casa — Portão de Hades (Casa do Dinheiro)

Ligada aos recursos materiais e aos valores. Deriva da percepção desta casa como um portal para o mundo das posses e da subsistência.


3ª Casa — Casa da Deusa (Casa dos Irmãos)

Reflete a comunicação e as interações cotidianas. É também a casa da alegria da Lua, simbolizando os pequenos movimentos da vida e os laços próximos.


4ª Casa — Fundo do Céu (Casa dos Pais)

Representa o lar, a família e as raízes. É o ponto mais baixo do céu (Imum Coeli), o eixo da origem, da ancestralidade e da memória.


5ª Casa — Casa da Boa Fortuna (Casa dos Filhos)

Associada ao prazer, à criatividade e aos filhos. É a casa da alegria de Vênus, evocando fertilidade, arte e celebração da vida.


6ª Casa — Casa da Má Fortuna (Casa da Saúde)

Tradicionalmente vista como uma casa difícil, ligada à saúde frágil, ao trabalho cotidiano e aos infortúnios. É a morada da alegria de Marte, regida pelo esforço e pelas provações.


7ª Casa — Casa do Pôr do Sol (Casa do Casamento)

Relacionada aos relacionamentos e parcerias, tanto afetivas quanto contratuais. É a casa do Descendente, onde o Sol se põe, simbolizando o encontro com o outro.


8ª Casa — Casa da Morte

Ligada à morte, heranças e transformações. Representa o fim dos ciclos e a dissolução que prepara novas realidades.


9ª Casa — Casa de Deus (Casa da Filosofia)

Associada a viagens longas, religião, estudo superior e à busca por sabedoria elevada. É a casa da alegria do Sol, iluminando o caminho espiritual e filosófico.


10ª Casa — Meio do Céu (Casa da Carreira)

Marca a carreira, o status e a reputação pública. É o zênite, o ponto mais alto do céu, que simboliza a realização e a autoridade.


11ª Casa — Casa do Bom Daemon (Casa das Amizades)

Relacionada às amizades, esperanças e objetivos coletivos. É a casa da alegria de Júpiter, evocando proteção, abundância e cooperação.


12ª Casa — Casa do Mau Daemon (Casa do Recolhimento)

Considerada uma casa desafiadora, ligada a isolamentos, sacrifícios e inimigos ocultos. É a morada da alegria de Saturno, associada ao peso do tempo, à clausura e à espiritualidade profunda.


Esse esquema mostra como os títulos helenísticos não eram apenas técnicos, mas também carregavam imagens sagradas: deuses, sorte (tyche), daimon (espírito-guia) e pontos cósmicos.


CONSOLIDAÇÃO

Esses títulos das casas astrológicas foram solidificados na obra de astrólogos clássicos como Doroteu de Sidon, Vettius Valens, Firmicus Maternus e outros que escreveram extensivamente sobre a astrologia helenística.

A tradição foi preservada, adaptada e expandida por astrólogos medievais islâmicos e, mais tarde, por astrólogos europeus do período renascentista. Chegou até os dias atuais com variações modernas, mas mantendo a essência dos significados originais.

Portanto, os títulos das casas têm uma longa história que remonta à astrologia helenística, refletindo uma síntese cultural e teórica que foi sistematizada durante os primeiros séculos da era comum.


O QUE É PRECISO PARA SABER O ASCENDENTE

Para determinar o Ascendente, é necessário conhecer:

  • Cidade de nascimento
  • Dia, mês, ano
  • Hora exata do nascimento

Esses dados são fundamentais, pois o Ascendente muda de signo aproximadamente a cada duas horas.


MÉTODOS DE CÁLCULO

Existem diferentes métodos para calcular o Ascendente. Um dos mais utilizados é o sistema de casas Equal (Equal Houses).

Sistema Equal

  • Possui origens antigas, herdadas da astrologia helenística e medieval.
  • Foi popularizado e recebeu variações modernas por Sepharial (Walter Gorn Old) no início do século XX.
  • Nesse método, as casas são calculadas de forma equidistante, cada uma com 30°, iniciando-se no grau exato do Ascendente.

Esse sistema é considerado simples e prático, servindo como porta de entrada para iniciantes e como alternativa útil para astrólogos que desejam uma divisão simétrica e harmônica do mapa natal.


ASCENDENTES DE ACORDO COM O SIGNO SOLAR E HORA DE NASCIMENTO

A seguir, você encontrará uma lista completa de ascendentes baseada no seu signo solar e na hora de nascimento.

Importante: se você nasceu durante o horário de verão, deve subtrair uma hora do seu horário de nascimento para obter o Ascendente correto.

Você pode conferir se nasceu em horário de verão no final deste artigo.

Esta tabela serve como um guia prático para iniciantes, permitindo identificar rapidamente o Ascendente sem cálculos complexos, utilizando apenas o signo solar e o horário de nascimento.

Lembrete: se você nasceu em horário de verão, subtraia 1 hora do seu horário de nascimento para calcular corretamente o Ascendente.


Áries

  • 06:00–08:00 – Touro
  • 08:00–10:00 – Gêmeos
  • 10:00–12:00 – Câncer
  • 12:00–14:00 – Leão
  • 14:00–16:00 – Virgem
  • 16:00–18:00 – Libra
  • 18:00–20:00 – Escorpião
  • 20:00–22:00 – Sagitário
  • 22:00–00:00 – Capricórnio
  • 00:00–02:00 – Aquário
  • 02:00–04:00 – Peixes
  • 04:00–06:00 – Áries

Touro

  • 06:00–08:00 – Gêmeos
  • 08:00–10:00 – Câncer
  • 10:00–12:00 – Leão
  • 12:00–14:00 – Virgem
  • 14:00–16:00 – Libra
  • 16:00–18:00 – Escorpião
  • 18:00–20:00 – Sagitário
  • 20:00–22:00 – Capricórnio
  • 22:00–00:00 – Aquário
  • 00:00–02:00 – Peixes
  • 02:00–04:00 – Áries
  • 04:00–06:00 – Touro

Gêmeos

  • 06:00–08:00 – Câncer
  • 08:00–10:00 – Leão
  • 10:00–12:00 – Virgem
  • 12:00–14:00 – Libra
  • 14:00–16:00 – Escorpião
  • 16:00–18:00 – Sagitário
  • 18:00–20:00 – Capricórnio
  • 20:00–22:00 – Aquário
  • 22:00–00:00 – Peixes
  • 00:00–02:00 – Áries
  • 02:00–04:00 – Touro
  • 04:00–06:00 – Gêmeos

Câncer

  • 06:00–08:00 – Leão
  • 08:00–10:00 – Virgem
  • 10:00–12:00 – Libra
  • 12:00–14:00 – Escorpião
  • 14:00–16:00 – Sagitário
  • 16:00–18:00 – Capricórnio
  • 18:00–20:00 – Aquário
  • 20:00–22:00 – Peixes
  • 22:00–00:00 – Áries
  • 00:00–02:00 – Touro
  • 02:00–04:00 – Gêmeos
  • 04:00–06:00 – Câncer

Leão

  • 06:00–08:00 – Virgem
  • 08:00–10:00 – Libra
  • 10:00–12:00 – Escorpião
  • 12:00–14:00 – Sagitário
  • 14:00–16:00 – Capricórnio
  • 16:00–18:00 – Aquário
  • 18:00–20:00 – Peixes
  • 20:00–22:00 – Áries
  • 22:00–00:00 – Touro
  • 00:00–02:00 – Gêmeos
  • 02:00–04:00 – Câncer
  • 04:00–06:00 – Leão

Virgem

  • 06:00–08:00 – Libra
  • 08:00–10:00 – Escorpião
  • 10:00–12:00 – Sagitário
  • 12:00–14:00 – Capricórnio
  • 14:00–16:00 – Aquário
  • 16:00–18:00 – Peixes
  • 18:00–20:00 – Áries
  • 20:00–22:00 – Touro
  • 22:00–00:00 – Gêmeos
  • 00:00–02:00 – Câncer
  • 02:00–04:00 – Leão
  • 04:00–06:00 – Virgem

Libra

  • 06:00–08:00 – Escorpião
  • 08:00–10:00 – Sagitário
  • 10:00–12:00 – Capricórnio
  • 12:00–14:00 – Aquário
  • 14:00–16:00 – Peixes
  • 16:00–18:00 – Áries
  • 18:00–20:00 – Touro
  • 20:00–22:00 – Gêmeos
  • 22:00–00:00 – Câncer
  • 00:00–02:00 – Leão
  • 02:00–04:00 – Virgem
  • 04:00–06:00 – Libra

Escorpião

  • 06:00–08:00 – Sagitário
  • 08:00–10:00 – Capricórnio
  • 10:00–12:00 – Aquário
  • 12:00–14:00 – Peixes
  • 14:00–16:00 – Áries
  • 16:00–18:00 – Touro
  • 18:00–20:00 – Gêmeos
  • 20:00–22:00 – Câncer
  • 22:00–00:00 – Leão
  • 00:00–02:00 – Virgem
  • 02:00–04:00 – Libra
  • 04:00–06:00 – Escorpião

Sagitário

  • 06:00–08:00 – Capricórnio
  • 08:00–10:00 – Aquário
  • 10:00–12:00 – Peixes
  • 12:00–14:00 – Áries
  • 14:00–16:00 – Touro
  • 16:00–18:00 – Gêmeos
  • 18:00–20:00 – Câncer
  • 20:00–22:00 – Leão
  • 22:00–00:00 – Virgem
  • 00:00–02:00 – Libra
  • 02:00–04:00 – Escorpião
  • 04:00–06:00 – Sagitário

Capricórnio

  • 06:00–08:00 – Aquário
  • 08:00–10:00 – Peixes
  • 10:00–12:00 – Áries
  • 12:00–14:00 – Touro
  • 14:00–16:00 – Gêmeos
  • 16:00–18:00 – Câncer
  • 18:00–20:00 – Leão
  • 20:00–22:00 – Virgem
  • 22:00–00:00 – Libra
  • 00:00–02:00 – Escorpião
  • 02:00–04:00 – Sagitário
  • 04:00–06:00 – Capricórnio

Aquário

  • 06:00–08:00 – Peixes
  • 08:00–10:00 – Áries
  • 10:00–12:00 – Touro
  • 12:00–14:00 – Gêmeos
  • 14:00–16:00 – Câncer
  • 16:00–18:00 – Leão
  • 18:00–20:00 – Virgem
  • 20:00–22:00 – Libra
  • 22:00–00:00 – Escorpião
  • 00:00–02:00 – Sagitário
  • 02:00–04:00 – Capricórnio
  • 04:00–06:00 – Aquário

Peixes

  • 06:00–08:00 – Áries
  • 08:00–10:00 – Touro
  • 10:00–12:00 – Gêmeos
  • 12:00–14:00 – Câncer
  • 14:00–16:00 – Leão
  • 16:00–18:00 – Virgem
  • 18:00–20:00 – Libra
  • 20:00–22:00 – Escorpião
  • 22:00–00:00 – Sagitário
  • 00:00–02:00 – Capricórnio
  • 02:00–04:00 – Aquário
  • 04:00–06:00 – Peixes

COMO USAR A LISTA DE ASCENDENTES

  1. Encontre o seu signo solar na lista acima.
  2. Verifique a hora de nascimento e veja o ascendente correspondente no intervalo de duas horas.
  3. Se você nasceu em horário de verão, subtraia 1 hora do seu horário de nascimento.

    Você pode consultar os períodos de horário de verão no final deste artigo.

Fórmula simplificada

O Ascendente é o signo do zodíaco que estava surgindo no horizonte no momento do seu nascimento. Cada intervalo de duas horas corresponde a um signo. Assim, dependendo da hora do nascimento, você pode identificar rapidamente o Ascendente aproximado.


⚠️ Importante

  • Este é um método recreativo e introdutório, útil para curiosidade e estudo inicial.
  • Pode haver erro de 1 a 2 signos dependendo da latitude e da estação do ano.
  • Para precisão absoluta (graus e minutos), é necessário usar astrolábio, efemérides ou softwares modernos.

Explicação técnica

  • A Terra é uma esfera inclinada, e o tempo que cada signo leva para surgir no horizonte varia com a latitude e a estação do ano.
  • Nos trópicos e regiões equatoriais (Brasil central, África, Sudeste Asiático), os signos passam aproximadamente 2 horas no horizonte, tornando este método mais confiável.
  • Em latitudes médias ou altas (Europa, Canadá, sul da Argentina, Rússia), alguns signos surgem rapidamente (<1h), enquanto outros demoram quase 3h, quebrando a lógica da divisão fixa.

Conclusão prática:

  • Método aproximado → confiável em regiões tropicais/equatoriais (até ~23° de latitude norte ou sul).
  • Erro crescente → acima de 30° de latitude, podendo alterar 1 ou 2 signos no cálculo do Ascendente.
  • Ideal para curiosidade em países como Brasil, norte da Austrália, África e Índia.
  • Para precisão em cidades como Londres, Moscou ou Buenos Aires, use efemérides ou software especializado.


Horário de Verão no Brasil

O horário de verão não está mais em vigor no Brasil desde 2019.

  • O governo brasileiro decidiu não adotá-lo nos anos seguintes, considerando fatores como eficácia, impacto econômico e preferências da população.
  • Em 2025, o Ministério de Minas e Energia reafirmou que não há planos de retomada.
  • O pico de consumo de energia mudou para as tardes, o que reduziu os benefícios dessa medida.

Períodos históricos do horário de verão no Brasil

Consulte estes períodos apenas se seu nascimento ocorreu antes de 2019 e você precisa ajustar a hora do nascimento para cálculo do ascendente:

  • Outubro de 1931 a Março de 1932
  • Outubro de 1932 a Março de 1933
  • Novembro de 1949 a Março de 1950
  • Dezembro de 1950 a Março de 1951
  • Novembro de 1951 a Março de 1952
  • Dezembro de 1952 a Março de 1953
  • Dezembro de 1963 a Março de 1964
  • Dezembro de 1964 a Março de 1965
  • Dezembro de 1965 a Março de 1966
  • Dezembro de 1966 a Março de 1967
  • Dezembro de 1967 a Março de 1968
  • Dezembro de 1968 a Março de 1969
  • Dezembro de 1971 a Março de 1972
  • Dezembro de 1972 a Março de 1973
  • Dezembro de 1973 a Março de 1974
  • Dezembro de 1974 a Março de 1975
  • Dezembro de 1975 a Março de 1976
  • Dezembro de 1977 a Março de 1978
  • Dezembro de 1978 a Março de 1979
  • Dezembro de 1979 a Março de 1980
  • Dezembro de 1981 a Março de 1982
  • Dezembro de 1982 a Março de 1983
  • Dezembro de 1983 a Março de 1984
  • Dezembro de 1984 a Março de 1985
  • Dezembro de 1985 a Março de 1986
  • Dezembro de 1986 a Março de 1987
  • Dezembro de 1987 a Março de 1988
  • Dezembro de 1988 a Março de 1989
  • Dezembro de 1989 a Março de 1990
  • Dezembro de 1990 a Março de 1991
  • Dezembro de 1991 a Março de 1992
  • Dezembro de 1992 a Março de 1993
  • Dezembro de 1993 a Março de 1994
  • Dezembro de 1994 a Março de 1995
  • Dezembro de 1995 a Março de 1996
  • Dezembro de 1996 a Março de 1997
  • Outubro de 1997 a Março de 1998
  • Outubro de 1998 a Março de 1999
  • Outubro de 1999 a Março de 2000
  • Outubro de 2000 a Março de 2001
  • Outubro de 2001 a Fevereiro de 2002
  • Outubro de 2002 a Fevereiro de 2003
  • Outubro de 2003 a Fevereiro de 2004
  • Outubro de 2004 a Fevereiro de 2005
  • Outubro de 2005 a Fevereiro de 2006
  • Novembro de 2006 a Fevereiro de 2007
  • Novembro de 2007 a Fevereiro de 2008
  • Novembro de 2008 a Fevereiro de 2009
  • Novembro de 2009 a Fevereiro de 2010
  • Novembro de 2010 a Fevereiro de 2011
  • Novembro de 2011 a Fevereiro de 2012
  • Novembro de 2012 a Fevereiro de 2013
  • Novembro de 2013 a Fevereiro de 2014
  • Novembro de 2014 a Fevereiro de 2015
  • Novembro de 2015 a Fevereiro de 2016
  • Novembro de 2016 a Fevereiro de 2017
  • Novembro de 2017 a Fevereiro de 2018
  • Novembro de 2018 a Fevereiro de 2019


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